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  • alcool

    Olá, sou da França.
    Eu quero mudar o meu 1000RX de 1986 para funcionar com etanol (alcool 85% + gasolina 10%).
    Alguém gostaria de me ajudar a obter as peças necessárias?

  • #2
    Mudar uma moto carburada para álcool e precisando ainda de um sistema de partida a frio para um motor de 1000cc ? Na boa, não sei se compensa financeiramente, pois os custos ficariam absurdamente caros e pouco eficazes contra a corrosão.

    Não é uma mudança para mecânicos, mais sim para engenheiros.

    Não é uma mudança simples. É sofisticada e se não for tratada assim, se tornará uma eterna dor de cabeça.
    Última edição por Bruce; 06-11-2018, 10:26:48.

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    • #3
      A gente querendo fugir do alcool, e o maluco querendo por só alcool na moto.
      Com todos os malefícios que alcool traz ao motor, com certeza não vale a pena.

      Encomendas - Kit LED Luxeon ZES 8.000 Lumens - R$ 199,90
      Encomendas - Kit LED Cree XHP50 12.000 Lumens - R$ 280,00
      Encomendas - Kit LED Cree XHP70 13.200 Lumens - R$ 430,00

      Também importamos peças sob encomenda.

      udamotoshop.com

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      • #4
        Originalmente postado por millerX Ver postagem
        Olá, sou da França.
        Eu quero mudar o meu 1000RX de 1986 para funcionar com etanol (alcool 85% + gasolina 10%).
        Alguém gostaria de me ajudar a obter as peças necessárias?

        Vamos lá !

        O Brasil desenvolveu uma tecnologia flex baseada em qualquer percentual de mistura álcool/gasolina. Isto foi fruto de um projeto que começou no início dos anos 70.

        O que a maioria dos estrangeiros não sabem é que a primeira tentativa utilizava apenas etanol como carburante e fracassou por usar sistemas carburados, falta de uma partida a frio eficiente e utilizar partes do veículo sem proteção especial para os efeitos corrosivos do álcool.

        Eu tive carros que tiveram que trocar bateria a cada 2 anos ou menos. Sistemas de escapamento completo que após um ano de instalação caiam pelas ruas, todos aprodecidos e furados pela corrosão. Carburadores repletos de uma gosma branca, sub produto do álcool acumulado nas cubas dos carburadores. E isso sem falar em outras tantas peças que tinham contato com o álcool ou eram forçadas em partidas a frio (exemplo : ignição).

        Em meados dos anos 2.000, este projeto foi retomado pela indústria automobilística. Agora, motores flex flex, mas ainda com severos danos e menor durabilidade de algumas peças, como catalisadores de sistema de escape.

        Nos últimos anos, a indústria de motocicletas entrou para era do álcool (motores flex) e, para tanto, aboliu os sistemas de carburação, substituindo por injeção, com o devido tratamento contra corrosão, assim como inúmeras peças das motos. Outras mudanças, foram a instrodução de centrais eletrônicas e a invenção de um sistema de resistência elétrica para facilitar partidas à frio, que com certeza, não atende às exigências necessários para o frio europeu.

        Esta tecnologia flex está apenas á disposição da Honda e a Yamaha do Brasil, e apenas para motos fabricadas aqui e com motores de 1cilindro de até 300 cilindradas.

        Apesar dessa tecnologia para motos ser recente, foi desenvolvida com aparente competência, mais seus resultados a longo prazo ainda não são de todo conhecidos.

        Uma Yamaha 250cc Flex de 21cv faz apenas 26 Km/l rodando com a nossa gasolina que tem baixa qualidade e mistura de 27,5% de álcool. Já rodando 100% no álcool (etanol), a mesma moto não faz mais que 19 Km/l, sempre em trajeto 100% urbano.

        Para você ter uma ideia ... Uma Ninja 300cc de 39 cv e dois cilindros com motor a gasolina de fábrica, rodando com a mesma gasolina batizada de etanol faz uns 18/20 km/l rodando no mesmo trajeto urbano. Imagina se fosse flex ? Talvez, quem sabe, 14 Km/l no etanol.

        Naturalmente, este números são médios. Tem usuários que conseguem números melhores, enquanto ioutros, números bem piores. kkkkkkkkkk

        Imagine, então, o consumo de suas motos, GPZ ou FJ 1200 (excelente moto) rodando no etanol ?

        Aqui no Brasil, tem gente que como vocêr pensou na mesma coisa que você. Outros, inventaram formas mirabolantes, perigosas e caseiras para se livrarem do álcool em nossa gasolina batizada, usando assim gasolina pura (mas ainda de baixa qualidade) em motos de cilindradas e idades semelhantes às suas.



        Resumindo:


        Um dia, nos anos 70 e em plena crise do petróleo, o consumidor brasileiro foi agraciado com uma adaptação grosseira de carro movido a etanol oferecido como solução pela indústria automobilística e no dia seguinte, começamos a experimentar um número de frequência/gastos em mecânicos/guinchos/loja de autopeças maior em até 5 vezes do que os europeus que utilizavam os mesmos modelos de carros.

        Fomos enganados !!! A coisa não era tão simples assim.

        O sistema flex (qualquer combustível ou a mistura de ambos) veio resgatar com louvor esses tempos, mas trouxe um efeito colateral. Tantos carros como motos não são econômicos nem com um, nem com outro combustível, nem com a mistura de ambos.

        As centrais eletrônicas de injeção e as sondas lambdas (que a sua moto também não possui) são obrigadas a alternar o gerenciamento dos combustíveis de características bem diferentes (energética/compressão), dentro de uma ampla faixa de ajustes de alimentação, o que os torna beberrões de combustível, independente daquele que você esteja usando.

        Não vale a pena ! Desista !

        Quando o meu amigo Victor se refere a você como maluco é apenas para dizer que você está perdendo o juízo embarcando nessa empreitada. kkkkkkkkkkk


        Se for possível pela legislação francesa, importe uma moto brasileira flex da Honda ou Yamaha de baixa cilindrada, que você terá muito mais tranquilidade e um produto confiável e com tecnologia de ponta em bicombustíveis.

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        • #5
          Esta é a nossa Yamaha 250 Fazer ABS 2.019 bicombustível


          https://www.yamaha-motor.com.br/fazer250abs/



          E esta é a nossa Honda Twister 250 ABS bicombustível


          https://www.honda.com.br/motos/cb-twister



          Ambas monocilíndricas e flex. As maiores motocicletas bicombustíveis disponíveis no Brasil.

          Todas as demais motos, especialmente, acima desta cilindradas são fabricadas no exterior e apenas montadas no Brasil, portanto, rodam apenas com gasolina.
          Última edição por Bruce; 06-11-2018, 11:58:56.

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          • #6
            Agora, se você é do tipo "crazy man", "kamikaze" ou está simplesmente querendo arrumar um problema para sua vida, nós temos a mercadoria certa para você e com pouco uso ... kkkkkkkkkkkkkkkkkk


            Bolsonaro 2.019




            Última edição por Bruce; 06-11-2018, 12:13:29.

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            • #7

              Boa noite, antes de mais um grande obrigado a todos. Eu aprendi muito sobre o etanol graças a você. Parece-me que os seus problemas se devem às más qualidades dos combustíveis distribuídos. Ingenuamente, acreditei que todos os brasileiros dirigiam com motores a etanol. Aqui o etanol e a gasolina são qualidades muito boas. Mas antes que eu possa andar com meus carburadores Kawasaki 86, acho que você está certo, é impossível. Como também sou apaixonado pela marca ALFA ROMEO, li que o ALFA 2500 60-70 anos pode ser usado com álcool, mas aparentemente é preferível usar gasolina.

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              • #8
                Originalmente postado por millerX Ver postagem
                Boa noite, antes de mais um grande obrigado a todos. Eu aprendi muito sobre o etanol graças a você. Parece-me que os seus problemas se devem às más qualidades dos combustíveis distribuídos. Ingenuamente, acreditei que todos os brasileiros dirigiam com motores a etanol. Aqui o etanol e a gasolina são qualidades muito boas. Mas antes que eu possa andar com meus carburadores Kawasaki 86, acho que você está certo, é impossível. Como também sou apaixonado pela marca ALFA ROMEO, li que o ALFA 2500 60-70 anos pode ser usado com álcool, mas aparentemente é preferível usar gasolina.

                Basicamente, qualquer motor poderia rodar com etanol, desde que "calibrado" para este combustível, em especial, a taxa de compressão do motor, já que o álcool necessita de taxa de compressão por volta de 13:0, enquanto a gasolina poderia trabalhar com taxa de compressão de menos de 10:0. Porém, todas as peças do carro que estiverem em contato com o etanol ou seu vapores sofrerão os efeitos acelerados do seu poder de corrosão. Eis o "porque" de eu ter usado a expressão "Fomos enganados" quando o etanol surgiu como solução em meados dos anos 70.

                Se você pesquisar entre as montadoras brasileiras, verá que os motores flex (etanol/gasolina) possuem taxa de compressão média de 11:0 podendo chegar até 13:0, em alguns casos. Já os motores de suas motos a gasolina não devem passar de 10:0. Motores à diesel podem chegar a 15:0, à título de comparação

                Como o álcool possui maior resistência à detonação, ele requer maior compressão (de até 14:0), sem perda de rendimento quilométrico e de potência.

                Explicando:

                Um motor "hipotético" flex com taxa de compressão de 9:5 a 10:0, vai te oferecer uma média de 5,5 km/l de álcool e de 9 Km/l de gasolina. Se você alterar a taxa de compressão para 14:0, esse mesmo motor vai te oferecer mais potência no etanol do que na gasolina, e as médias com etanol poderiam subir para 7,5 Km/l e as de gasolina cairiam.

                Dessa forma, fica fácil entender porque os motores flex tem alto consumo com qualquer combustível, pois eles não atendem nenhuma taxa de compressão específica, ficando no meio do caminho entre os dois combustíveis. Fomos enganados, de novo ! kkkkkkkkkkkkkkkk

                Como o Brasil tem uma plataforma exportadora de veículos para o mundo e nem todo mundo possui política para etanol em larga escala, os fabricantes optaram por privilegiar a taxa de compressão para gasolina, sendo a possibilidade de usar etanol, apenas um brinde que vai embutido no produto.

                Para os brasileiros, o ideal seria que os carros fossem fabricados apenas a etanol (opção que existia nos anos 70) ou previlegiando a taxa de compressão do etanol, mas isto não é o ideal para os fabricantes exportadores, conforme explanado no parágrafo anterior.

                Finalizando, uma informação para leigos :

                A taxa de compressão não é um ajuste, uma calibragem. A taxa de compressão é a divisão do volume da câmera de combustão entre o Ponto Morto Inferior do pistão e o Ponto Morto Superior do pistão. À título de exemplo, quando o volume no PMI é dez vezes maior em relação ao PMS, diz-se que a taxa é 10:1 (dez para um).

                Dito isso, a taxa de compressão é uma característica da concepção/construção do motor.


                Com relação ao seu Alfa Romeo, lembre-se da taxa de compressão, o consumo utilizando etanol, além dos malefícios da corrosão decorrente do uso do etanol. Outro senão, é o ressecamento interno do motor a etanol, tal qual ocorre com o gás veicular. A gasolina não é somente um combustível, mais um lubrificante interno do motor, o que não ocorre com os outros dois combustíveis.
                Última edição por Bruce; 08-11-2018, 09:21:49.

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                • #9
                  Originalmente postado por millerX Ver postagem
                  Boa noite, antes de mais um grande obrigado a todos. Eu aprendi muito sobre o etanol graças a você. Parece-me que os seus problemas se devem às más qualidades dos combustíveis distribuídos. Ingenuamente, acreditei que todos os brasileiros dirigiam com motores a etanol. Aqui o etanol e a gasolina são qualidades muito boas. Mas antes que eu possa andar com meus carburadores Kawasaki 86, acho que você está certo, é impossível. Como também sou apaixonado pela marca ALFA ROMEO, li que o ALFA 2500 60-70 anos pode ser usado com álcool, mas aparentemente é preferível usar gasolina.

                  Basicamente, qualquer motor poderia rodar com etanol, desde que "calibrado" para este combustível, em especial, a taxa de compressão do motor, já que o álcool necessita de taxa de compressão por volta de 13:0, enquanto a gasolina poderia trabalhar com taxa de compressão de menos de 10:0. Porém, todas as peças do carro que estiverem em contato com o etanol ou seu vapores sofrerão os efeitos acelerados do seu poder de corrosão. Eis o "porque" de eu ter usado a expressão "Fomos enganados" quando o etanol surgiu como solução em meados dos anos 70.

                  Se você pesquisar entre as montadoras brasileiras, verá que os motores flex (etanol/gasolina) possuem taxa de compressão média de 11:0 podendo chegar até 13:0, em alguns casos. Já os motores de suas motos a gasolina não devem passar de 10:0. Motores à diesel podem chegar a 15:0, à título de comparação

                  Como o álcool possui maior resistência à detonação, ele requer maior compressão (de até 14:0), sem perda de rendimento quilométrico e de potência.

                  Explicando:

                  Um motor "hipotético" flex com taxa de compressão de 9:5 a 10:0, vai te oferecer uma média de 5,5 km/l de álcool e de 9 Km/l de gasolina. Se você alterar a taxa de compressão para 14:0, esse mesmo motor vai te oferecer mais potência no etanol do que na gasolina, e as médias com etanol poderiam subir para 7,5 Km/l e as de gasolina cairiam.

                  Dessa forma, fica fácil entender porque os motores flex tem alto consumo com qualquer combustível, pois eles não atendem nenhuma taxa de compressão específica, ficando no meio do caminho entre os dois combustíveis. Fomos enganados, de novo ! kkkkkkkkkkkkkkkk

                  Como o Brasil tem uma plataforma exportadora de veículos para o mundo e nem todo mundo possui política para etanol em larga escala, os fabricantes optaram por privilegiar a taxa de compressão para gasolina, sendo a possibilidade de usar etanol, apenas um brinde que vai embutido no produto.

                  Para os brasileiros, o ideal seria que os carros fossem fabricados apenas a etanol (opção que existia nos anos 70) ou previlegiando a taxa de compressão do etanol, mas isto não é o ideal para os fabricantes exportadores, conforme explanado no parágrafo anterior.

                  Finalizando, uma informação para leigos :

                  A taxa de compressão não é um ajuste, uma calibragem. A taxa de compressão é a divisão do volume da câmera de combustão entre o Ponto Morto Inferior do pistão e o Ponto Morto Superior do pistão. À título de exemplo, quando o volume no PMI é dez vezes maior em relação ao PMS, diz-se que a taxa é 10:1 (dez para um).

                  Dito isso, a taxa de compressão é uma característica da concepção/construção do motor.


                  Com relação ao seu Alfa Romeo, lembre-se da taxa de compressão, o consumo utilizando etanol, além dos malefícios da corrosão decorrente do uso do etanol. Outro senão, é o ressecamento interno do motor a etanol, tal qual ocorre com o gás veicular. A gasolina não é somente um combustível, mais um lubrificante interno do motor, o que não ocorre com os outros dois combustíveis.

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