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Kawasaki Z900RS tem visual dos anos 70 e desempenho atual

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  • Kawasaki Z900RS tem visual dos anos 70 e desempenho atual

    “Que ano é essa moto, setenta e quatro?”, perguntou-me o motorista de um antigo Chevrolet Opala em um semáforo. Até mesmo o fã de carros clássicos foi “enganado” pelo esforço dos desenhistas da Kawasaki para que a Z900RS 2018 se parecesse com a Z1 de 1972. Ainda mais vista por trás, com a rabeta que lembra uma cauda de pato, arredondada, semelhante à naked dos anos 1970 que, juntamente com a Honda CB 750, fez a fama das motos japonesas em todo o mundo.

    Tanta fama que, ainda hoje, o design traduzido em um farol redondo, motor de quatro cilindros, duas rodas e guidão conforto, é conhecido como “Universal Japanese Motorcycle”, ou motocicleta japonesa universal. Mas além do visual, as CBs, Zs, GTs e TXs conquistaram mercado com o bom desempenho do motor de quatro cilindros em linha e a pilotagem amigável. Características ainda presentes na atual Z900RS.

    Mas, embora o visual e a receita venham das clássicas nakeds japonesas, a Z 900 RS (que significa “retrô sport”) não é somente uma homenagem à Z1. É uma evolução. Mais leve, ágil e segura que as motos antigas. Ainda bem.

    Pilotagem amigável

    Basta subir na Z900RS para viajar no tempo. A posição de pilotagem ereta, com as pedaleiras logo abaixo do assento e o guidão largo, parece a mesma de quarenta anos atrás. Até o ronco do motor de quatro cilindros em linha, 948 cm³, duplo comando no cabeçote, mas agora com refrigeração líquida, foi projetado pelos engenheiros da Kawasaki para relembrar as antigas motos japonesas.

    Mas as semelhanças param por aí. Alimentado por injeção e retrabalhado para oferecer mais torque e potência em baixos e médios giros, o motor herdado da moderna Z 900 tem uma resposta instantânea, sem buracos na aceleração ou falhas na alimentação.

    E, sinceramente, mal se nota a redução de potência. Ao invés dos 125 cv a 9.500 rpm da sua irmã moderna, a Z900RS oferece 109 cv a 8.500 giros, ou seja, em uma faixa de rotação menor e mais utilizável. O torque, embora menor, também vem “mais cedo”: são 9,7 kgf.m a 6.500 rpm, contra os 10,1 kgf.m a 7.700 na Z 900.
    Com isso há força de sobra para rodar tranquilamente ou acelerar o ritmo para curtir o ronco do motor. O câmbio tem a primeira marcha curta e a sexta alongada, garantindo assim arrancadas impressionantes nos semáforos e suavidade em uma rodovia: a 100 km/h o conta-giros analógico marcava pouco mais de 4.000 rpm.

    A embreagem é assistida, leve de acionar e evita travamentos da roda traseira em reduções mais bruscas. Já o controle de tração com dois níveis de atuação, além de poder ser desligado, evita sustos e nem entrou em ação, pelo menos no modo menos intrusivo.

    Mas nem mesmo o amplo torque e o bom escalonamento das marchas evitam que a Z900RS seja uma moto “beberrona”. O consumo variou entre 15 e 17 km/litro – o que, com o tanque de 17 litros, resulta em cerca de 250 km de autonomia.

    Ciclística moderna

    Graças ao quadro em treliça e os materiais mais nobres usados em sua construção, a Z900RS pesa 215 kg em ordem de marcha – 30 kg a menos do que a Z1 dos anos 70. A decisão da Kawasaki em usar um garfo invertido na dianteira (totalmente ajustável) e um monoamortecedor na traseira foi acertada, permitindo aproveitar do bom desempenho do motor em um ritmo mais esportivo.

    Pode não transmitir a mesma confiança de uma naked esportiva em uma pista, mas é o suficiente para se divertir em estradas sinuosas sem comprometer a maneabilidade no trânsito urbano. O bom ângulo de esterço e a geometria do quadro permitem usar a Z 900 RS no dia-a-dia sem nenhum esforço.

    As rodas de liga-leve aro 17 não têm o mesmo charme dos clássicos raios, mas ajudou a reduzir o peso e calça pneus Dunlop Sportmax sem câmara – nas medidas 120/70, na dianteira, e 180/55, na traseira.

    Os freios representam bem a evolução das motos japonesas – e de todas as motocicletas– nas últimas décadas. Dois discos ventilados com pinças radiais, na dianteira, e um disco simples, na traseira. Um conjunto bem mais eficiente do que o único disco com pinça simples da Z1. Auxiliado por um sistema ABS, proporciona frenagens progressivas e seguras.

    Estilo tem seu preço

    A Z900RS provou que é muito mais do que uma clássica moderna com o charme dos anos 1970. É uma moto versátil para o dia-a-dia, ao menos para os padrões dos modelos naked. Seu guidão largo, sua agilidade e o baixo peso fazem dela uma companheira ágil e fácil de pilotar até no trânsito. E seu assento estreito permite que a maioria das pessoas consiga alcançar os dois pés no chão.

    Mas, por outro lado, o banco não se mostrou confortável para longas viagens. E essa nem é sua proposta, mas após um dia inteiro sobre a Z900RS a espuma do banco parece ceder e começa a incomodar.

    Nada que comprometa sua proposta e nem a tire da lista de opções de quem procura uma naked japonesa de quatro cilindros. Mas o preço sugerido de R$ 48.990 pode assustar até mesmo quem é fã do visual retrô. Afinal, mesmo que tenha controle de tração e todo o charme de uma clássica, o valor da RS é cerca de 15% maior do que a Z900 “moderna”, vendida por R$ 41.990.

    Disponível apenas na mesma cor da Z1 (Candytone Brown), a Z900RS tem acabamento refinado e um design atemporal. E a Kawasaki aproveita para cobrar pelo estilo que até hoje ainda faz muitos suspirarem de nostalgia.

    FICHA TÉCNICA

    Kawasaki Z900RS

    Motor: Quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, duplo comando de válvulas no cabeçote e refrigeração líquida
    Capacidade cúbica: 948 cm³
    Diâmetro x curso: 73,4 x 56,0 mm
    Taxa de compressão: 10,8:1
    Potência máxima: 109 cv a 8.500 rpm
    Torque máximo: 9,7 kgf.m a 6.500 rpm
    Câmbio: Seis marchas
    Transmissão final: Corrente
    Alimentação: Injeção eletrônica
    Partida: Elétrica
    Quadro: Tubular em aço
    Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido (upside-down) totalmente ajustável com 120 mm de curso
    Suspensão traseira: Monoamortecedor fixado por links com ajuste no retorno e na pré-carga da mola com 140 mm de curso
    Freio dianteiro: Disco duplo com 300 mm de diâmetro e pinças radiais com quatro pistões (ABS)
    Freio traseiro: Disco simples de 250 mm de diâmetro e pinça de dois pistões (ABS)
    Pneus: 120/70-ZR17 (diant.)/ 180/55-ZR17 (tras.)
    Comprimento: 2.100 mm
    Largura: 865 mm
    Altura: 1.150 mm
    Distância entre-eixos: 1.470 mm
    Distância do solo: 130 mm
    Altura do assento: 800 mm
    Peso em ordem de marcha: 215 kg
    Tanque de combustível: 17 litros
    Cor: Candytone Brown
    Preço sugerido: R$ 48.990


    Fonte: Agência Infomoto


























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